Segundo Giddens, globalização é a intensificação de relações sociais mundiais que unem localidades distantes de tal modo que os acontecimentos locais são condicionados por eventos que acontecem a muitas milhas de distância e vice-versa
Segunda-feira, 28 de Julho de 2008
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No âmbito da disciplina de Desenvolvimento Regional e Local, da Licenciatura de Geografia e Planemento desenvolvi um sucinto trabalho com a temática Globalização.

 

O tema Globalização é frequentemente discutido e suscita opniões muito divergentes, eu mesma tenho difuldades em escolher uma posição, certamente o presente trabalho ajudará a formar uma opinião.

 

Quando penso em globalização, a primeira ideia que me ocorre é a homogenização das culturas devido à massificação dos meios de transporte e comunicação. A globalização está patente nos mais diversos campos da nossa rotina, mesmo que não demos por isso,  vai desde a roupa que vestimos, aquilo que comemos, no nosso trabalho. Em última instância podemos dizer que a forma como pensamos  os nossos hábitos e consumos são ditados pelos processos de  globalização.

  
Na minha perspectiva a  globalização é assim um encurtamento de distâncias, onde temos como ideia-chave  o mundo como uma "aldeia global".
 No meu ponto de vista apesar do conceito de globalização sempre ter existisdo,  só com a  emergente utilização dos meios de transporte e comunicação, é que ganhou uma grande força, fazendo com que  um acontecimento local tenha influência a milhas de distância.

 Mas será a globalização prejudicial ou benéfica?

Facilmente conseguimos refutar a ideia que a globalização é monolítica, esta tem aspectos quer positivos quer negativos. Aqui importa salientar  a visão contra-hegemónica, pois existe uma insustentável contradição entre a economia neoliberal-globalização e o bem-estar da maioria da população mundial. Para dar resposta a esta situação apareceu  uma globalização alternativa que tenta minimizar os aspectos negativos da globalização hegemónica,  que tem como ideia-chave- a dignidade humana é indivisível e que só pode florescer em equilíbrio com a natureza e numa organização social que não reduza os valores a preços de mercado.

 

Na minha modesta opinião o seu sucesso está no equilibrio entre as duas visões, pois se é verdade que a a globalização liberal tem efeitos negativos, é verdade também que tem melhorado a qualidade de vida de algumas populações pobres, apesar de os seus recursos naturais estarem a ser lapidados e as suas culturas alteradas, a verdade é que têm mais dinheiro e por isso vivem melhor. 

Por isso como nos lembra Boaventura Sousa Santos, temos de ser prodentes ou então com os radicalismos da globalização pós- hegemónica, corremos o risco de o sistema mundial ser substituido por uma ainda  pior.

 

 

 

 

Em suma o que podemos dizer é que não podemos falar em Globalização mas em processos de globalização que formam um fenómeno multifacetado com dimensões económicas, politicas e jurídicas, ligadas de uma forma complexa.

 

Boaventura Sousa Santos

 



publicado por denvolvimentoregionalelocal às 01:12
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Globalização Política e o Estado-Nação

 

 

 

 

 

 

 

 

Globalização Política e o Estado-Nação

A nova divisão internacional do trabalho, conjungada com a nova economia política "pós-mercado" trouxe também algumas importantes mudanças para o sistema mundial moderno. Por um lado, os Estados Hegemónicos, por eles próprios ou através das instituições internacionais que controlam ( em particular as instituições financeiras multilaterais), comprimiram a autonomia politica e a soberania efectiva dos Estados periféricos e semiperiféricos com uma intensidade sem precedentes, apesar de a capacidade de resistência e negociação por parte dos últimos poder variar imenso. Por outro lado acentuou-se a tendência para acordos políticos interestatais (UE, NAFTA, MERCOSUL).

O Estado - nação parece, assim, ter perdido a sua centralidade tradicional enquanto unidade priveligiada de iniciativa económica social e politica. A intensificação de interacções que atravessam as fronteiras e as práticas transnacionais corroem a capacidade do Estado - nação para conduzir ou controlar fluxos de pessoas, bens, capital ou ideias, como fez no passado.

Uma análise mais aprofundada dos traços dominantes da globalização politica que são de facto , os traços de globalização politica  dominante- leva-nos a concluir que subjazem a esta 3 componentes do Consenso Neoliberal : o consenso do primado da direito e do sistema judicial.

O consenso do Estado  fraco consiste na ideia que o Estado deve intervir o menos possível na sociedade civil, principalmente, na esfera do mercado. Isto dá ênfase à privatização e à redução dos gastos públicos.

O consenso de democracia liberal visa dar ideia de que a liberdade económica se associa à liberdade politica, tanto temos que ter mercados livres como eleições livres.

Só cidadãos livres é que têm vontade  para competir e maximizar os lucros.

O consenso sobre o primado do direito e do sistema judicial é uma das componentes essenciais da nova forma politica do Estado e é também o que melhor procura vincular a globalização politica à globalização económica .

Para o mercado funcionar de acordo com o que é imposto pelo capitalismo têm de ser criados quadros legais (leis) e tribunais que favoreçam o desenvolvimento do capitalismo .



publicado por denvolvimentoregionalelocal às 01:12
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